O mercado de remessas sempre foi uma parte fundamental da economia dos países latino-americanos. Por meio da migração entre países da região ou para países como os Estados Unidos, nasceu um grande fluxo de envio e recebimento de dinheiro em moedas locais ou em dólares americanos – o que levou ao surgimento de plataformas e negócios que respondem à grande demanda existente no segmento. Felizmente, com o surgimento das fintechs e suas soluções mais rápidas e econômicas para lidar com os desafios associados às remessas, este mercado foi revolucionado.

Neste artigo, a gente explora a importância das fintechs no mercado de remessas da América Latina, destacando alguns casos de sucesso do setor que oferecem esta solução de forma inovadora na região. Além disso, você aprende como as empresas podem aproveitar este segmento em expansão para lançar seus próprios negócios. Vamos lá!

O que são remessas e como elas evoluíram graças às fintech?

Os serviços de remessas facilitam o envio e o recebimento de dinheiro entre pessoas ou empresas localizadas em países diferentes, seja para recebê-lo em moeda local ou na moeda originalmente enviada. Historicamente, isso era feito por meio de escritórios de uma empresa do segmento com o dinheiro que se queria enviar, que chegaria ao destino em sua moeda local. Este processo – que ainda é o principal em vários países da região – envolve um atraso de vários dias e comissões para a nacionalização dos fundos, além da taxa de serviço.

De acordo com o Banco Mundial, as remessas são uma importante fonte de renda para famílias em países de baixa e média renda e têm um impacto muito alto na melhoria da desnutrição e da escolaridade de crianças de famílias desfavorecidas. Por outro lado, também podem ser uma ferramenta para pessoas com renda no exterior que precisam usar estes saldos em seu país de residência. No caso das empresas, o uso de plataformas de remessas é semelhante, pois oferece a elas uma solução para pagar a folha de pagamento local, fornecedores ou a compra de insumos, entre outros.

Felizmente, o setor de remessas passou por uma grande transformação nos últimos anos graças ao surgimento de alternativas digitais mais eficientes em termos de custo e velocidade: soluções de fintech por meio de aplicativos móveis, contas digitais associadas a cartões e o mundo cripto. Estas alternativas representam uma economia significativa para remetentes e destinatários, além de proporcionar maior velocidade nas transações, permitindo que o dinheiro chegue ao seu destino em minutos, em vez de dias.

O mercado de remessas em números

De acordo com o Banco Mundial, a América Latina é a segunda maior região receptora de remessas do mundo, tendo registrado entradas de USD 142 bilhões em 2022 – um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior. O número é superado apenas pelo sul da Ásia, que recebeu mais de US$ 163 bilhões no mesmo ano. Este crescimento das remessas na América Latina foi influenciado pelo aumento do emprego de migrantes latinos nos Estados Unidos, além da recuperação econômica pós-pandemia.  

Além disso, o Banco Mundial mostra que o custo médio de envio de USD 200 para o continente foi de 5,8% até o final de 2022, mais do que dobrando sua meta estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. E, de acordo com seus registros: 

  • Os bancos tradicionais são a forma mais cara de enviar remessas, com uma taxa média de 11,8%;
  • Os correios estão em segundo lugar, com 6,3%. 

Mas se falarmos de soluções digitais, os números caem consideravelmente: 

  • As operadoras de transferência de dinheiro têm comissões de 5,4%;
  • E as operadoras de telefonia móvel, de 4,5%.

Paradoxalmente, estas são as opções mais baratas registradas neste relatório, mas elas representam menos de 1% do volume total de remessas enviadas. Uma ótima oportunidade para criar plataformas para competir neste segmento, não?

Como um caso marcante na região, é o México quem se destaca: é o segundo país que mais recebeu remessas em todo o mundo durante 2022! O país é seguido pela Guatemala e pela Colômbia.

O Brasil, por sua vez, não chega aos valores expressivos de outros países latino-americanos, mas também avança significativamente no setor. O país vem quebrando recordes da série histórica que teve início em 1995, de acordo com números divulgados pelo Banco Central. Por outro lado, as remessas para o exterior ganharam força com a valorização do real frente ao dólar em 2023, dando mais margem para a atuação de serviços que operam com envio e recebimento de remessas internacionais!

O impacto das remessas nas economias

As remessas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento econômico da região, ajudando a melhorar as condições de vida das famílias beneficiárias – pois elas geralmente são usadas para consumo básico, como alimentação, moradia, saúde ou educação. Além disso, elas podem ter um efeito positivo sobre o consumo doméstico, impulsionando a demanda e, possivelmente, estimulando o crescimento econômico. 

E vale ainda destacar o impacto que elas podem ter na redução da desigualdade econômica na região, porque são uma renda extra para muitas pessoas.

O setor de remessas na América Latina vem se desenvolvendo há anos e tudo indica que continuará a crescer. No entanto, os custos enfrentados pelos latino-americanos são muito altos e, muitas vezes, têm experiências de usuário ruins, exigindo transações presenciais. Felizmente, as fintechs estão criando experiências superiores e reduzindo significativamente os custos. O impacto para a região é transformador, e a gente só está vendo o começo disso! Juan Fantoni, Co-Founder e CCO da Pomelo

Como aproveitar as soluções fintech para lançar um negócio de remessas?

Com o aumento da migração internacional e da globalização, espera-se que os fluxos de remessas continuem a crescer no futuro, o que significa que existe um belo potencial de crescimento para as empresas que desejam explorar o segmento! Vamos dar uma olhada em algumas das maneiras pelas quais elas podem fazer isso com a ajuda das fintechs:

Em primeiro lugar, elas podem contar com uma infraestrutura tecnológica moderna, que acelera e simplifica os processos para as remessas, incluindo contas e cartões. Além disso, se a solução da fintech for compatível com todas as regulamentações locais, as empresas podem expandir sua solução para outros países, o que é essencial em um mercado em constante evolução.

Por outro lado, o uso de tecnologias modernas permite complementar a proposta de valor rapidamente, por exemplo, por meio de APIs. Isso ajuda a integrar produtos ou serviços externos à sua plataforma de forma fácil e rápida, para que não seja necessário desenvolver tudo do zero. Uma ótima ferramenta que pode ser incorporada à sua solução de remessas por meio de APIs são os cartões de crédito, débito ou pré-pagos, que completam a experiência dos usuários:

  • Um usuário não precisa ir a um local físico para sacar o dinheiro – recebe em tempo real em seu cartão e fica pronto para usar!;
  • As pessoas podem fazer compras digitais ou físicas em qualquer estabelecimento comercial, acessando benefícios, descontos ou financiamentos concedidos pelo cartão;
  • E ainda podem acessar as redes de caixa e os caixas eletrônicos para sacar a quantia que desejarem.

Outra alternativa em que os cartões podem ser facilmente incorporados é em soluções baseadas em blockchain para envio e recebimento de remessas em criptomoedas. Dessa forma, eles poderão fazer compras cotidianas com os saldos enviados; os cartões cripto são uma vantagem para todos!

E se a gente fala estritamente sobre os ganhos que nascem de um negócio de remessas, a tarifa de intercâmbio (interchange fee) é uma receita clássica do modelo de cartão – sendo um valor que você sempre vai receber se incorporá-lo ao seu negócio de remessas. No entanto, neste segmento, em que para cada transação existe um processo de nacionalização de fundos, há ganhos ainda mais substanciais a serem considerados: a tarifa de conversão de câmbio (ou taxa de spread) que se refere à diferença entre o valor pelo qual a empresa de remessas vende e compra a moeda enviada. Esta é a principal receita de qualquer player aqui!

Aproveitar o crescimento exponencial do mercado de remessas na América Latina é uma grande oportunidade de gerar negócios financeiros e atender às necessidades de milhões de pessoas na região. E fazer isso aproveitando a tecnologia moderna e modular, como a fornecida pelas fintechs, permite tirar o máximo proveito deste setor em expansão e expandir os negócios de forma mais eficiente e competitiva em comparação com a concorrência!

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  • Noelia Di Pietro

    Jornalista e especialista em Comunicação nascida em Buenos Aires. Chegou ao time de Marketing da Pomelo após escrever para meios de comunicação, agências e empresas do mundo da tecnologia da informação, experiências nas quais aprendeu a decifrar todo tipo de informação mais tech sobre software e blockchain. É cinéfila e ama música e conhecer nuevos lugares. E, acima de tudo, é uma cat lover.

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